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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A arte, o artista e suas funções.

O homem tem uma necessidade inerente de se expressar através da arte. Essa necessidade não depende de tempo, espaço ou maneira de se expressar, ela é constante e passível do que acontece a sua volta, portanto está constantemente mudando sua forma criando novos gêneros e estilos.

A arte, enquanto forma de expressão, não muda ao acaso, os gêneros e estilos sofrem uma influência direta de acontecimentos históricos e sociais. Cada transformação social corresponde também a uma transformação artística onde estão inseridos os conceitos e pensamentos daquele momento e local.

A primeira grande mudança aconteceu na pré-história entre os períodos paleolítico e neolítico. Enquanto no paleolítico o homem se usava de formas figurativas para representar sua caça, talvez com um propósito mágico, no neolítico suas crenças e necessidades de caça já não eram as mesmas, portanto não precisava mais representar a realidade. O místico deu lugar ao sonhador que através da abstração traduzia suas sensações, sentimentos e idéias em formas geometrizadas. Essa mudança entre figurativo e abstrato será recorrente em toda história da arte. Cada movimento artístico terá uma tendência a uma dessas formas.

Segundo Armindo Trevisam, o problema da função social do artista surgiu quando este deixou de a ter.
Que era o artista na Pré-História? Um feiticeiro, ou xamã, que exercia determinadas funções consideradas importantes pela tribo. Era uma espécie de intermediário entre a sociedade e as forças ocultas da Natureza (...)Com a evolução da humanidade, o então artista confundiu-se com o sacerdote das civilizações agrárias, que já não eram dependentes de meras invocações ou rituais mas que possuíam uma bagagem de informações e conhecimentos, que poderíamos qualificar de pré-científicos. Mais tarde, o artista assume uma função particular: a de ilustrar os mitos coletivos, ou a de celebrar a sacralização do poder público. Só lentamente, à medida que a aristocracia principia a formar-se, nasce um novo tipo de arte: a que confere fausto e brilho aos “novos ricos” da época (...) Durante o domínio da arte cristã, o artista simplesmente ser converte em servidor do Evangelho e das preocupações teológicas da sociedade.

Que acontece, porém, no Renascimento? A função social do artista persiste, porém submetida aos novos donos do poder, isto é, aos grandes mercadores que se unem à aristocracia e à própria igreja, a qual passa a ter maior poder político. A situação praticamente não muda até aos primórdios da civilização moderna, quando os valores ideológicos dominantes, os valores religiosos, monárquicos, etc. são substituídos pelos direitos do homem, estendidos teoricamente a todos os membros da sociedade, e nasce um novo tipo de economia, que exige uma multiplicidade de funções e responsabilidades diferente das anteriores. Que acontece com o artista? Por um lado, ganha sua independência (também teórica), convertendo-se em produtor de bens para o consumo, bens obviamente, super-especializados, acessíveis, seja por imposição da cultura, seja por imposição da situação econômica, a apenas alguns indivíduos, pertencentes às novas classes, cada vez mais heterogêneas e conflitantes entre si.
Como podemos ver em cada momento o artista tem uma função perante a sociedade que vive, porém podemos dizer que aquele que se dedica a arte geralmente tem objetivos como:


  • Provocar emoção;
  • Proporcionar prazer estético;
  • Comunicar seus pensamentos;
  • Sentir alegria ou satisfação durante o ato criativo;
  • Explorar novas formas de expressão;
  • Divulgar suas crenças;
  • Documentar o seu tempo;
    Etc...
A função social da arte é primordial para qualquer civilização, seja na pintura rupestre, seja contando uma história, seja erguendo templos com belas formas e magnífica pintura, seja construindo chafarizes ou pontes, seja mostrando a história que permeia nossa vida através das artes plásticas, fotos, filmes etc. O artista age onde somos impotentes, é esse poder de subverter a realidade que faz com que a beleza da arte seja de valia a qualquer povo, se esse povo puder mesclá-la com sua realidade.

Bibliografia:
CAVALCANTI, Carlos. Como entender a pintura moderna. 5ª ed. Rio de Janeiro: Editora Rio, 1981.
OLIVEIRA, Jô; GARCEZ, Lucília. Explicando a arte. 3ª ed.Rio de Janeiro: Ediouro, 2002.
Internet: http://www.eba.ufmg.br/alunos/kurtnavigator/arteartesanato/tecno_v_minasdoouro.html. 05 de abril de 2008.Internet: http://www.artistanet.com.br/artigos/user_exibir.asp?ID=925080. 05 de abril de 2008

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